sábado, 28 de janeiro de 2012

Superrrock e Movimento Brasília Capital do Rock




Mais um membro da Supernova na universidade!

É com orgulho que trazemos a boa e super nova do ingresso de Thais no curso de Pedagogia pelo Programa de Avaliação Seriada da Universidade de Brasília (PAS/UnB)!
Nossos votos de sucesso nesta fase acadêmica! Parabéns pela conquista!
Que sua vida continue sempre assim, repleta de realizações!
É tudo nosso!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Rock, blues e eu

Zakuro - zakuroaoyama.blogspot.com
Reza a lenda que não e até parece que não, mas eu estava há um bom tempo sem o rock’n’roll. Ok, o blues é minha preferência musical, mas não dá pra negar a importância do rock na minha vida. É como se fosse casada com o blues, mas às vezes tenho umas “one night stands” com o rock, e vice-versa.
Ah... Saudade que bateu das camisetas com golas rasgadas, meia-calça desfiada e short’s jeans com o all star de guerra. Saudade que bateu de entrar nas rodas punks da vida, pular do palco, subir nas caixas de som, pular na batera ou na galera, correr no meio de todo mundo...!
Acredito que eu não seja a única que muda de humor só pela música que toca, ou acorda com uma música na cabeça, ou que tem uma rádio infinita na mente. É preciso essa liberdade para se sentir confortável com a música. Mas quando eu falo de blues e o do que ele me diz ao pé do ouvido, tanto em sussurros quanto em gritos, é capaz de amarrar minha garganta, e as vezes eu prefiro/preciso gritar e quem é o maestro de meus gritos é o rock’n’roll.  O blues é o que toca no mais fundo de minha alma e parece que meu coração está sendo segurado por uma mão de ferro (ou de aço). O rock é que dá tapa na cara, chute no saco e diz: PORRA NENHUMA!
Ouvir Feeling Good com Nina Simone é ótimo, é até um blues mais “quente”, mas toda vez que ela me diz “you know how I feel”, é doído, é familiar, é cruel até... Aquelas frases de DR que você nunca esquece (risos). O blues é quando a tristeza fica bonita, entre outras inúmeras sensações...
O blues é calmo, lento, intenso, denso, todo condensado em sua leveza. É do tipo que acaricia o rosto e beija a testa, e isso basta para que você consiga rasgar seus lençóis nos dentes, basta para que sua vida passe diante de seus olhos ou suas noites se resumam à um único vinil de 8 músicas.
Já o rock... Ahh o rock... O rock já é outro esquema, já é outra linguagem, outra sensação. É tão intenso quanto o blues, mais digamos que está numa velocidade diferente. Enquanto o blues se compara a uma viagem em uma estrada linear e contínua, o rock se arrisca nas curvas acentuadas da rota 66. É o grito orgasmático e irritado, a energia, a ousadia.
É impossível não ouvir Zeppelin e querer cama. É impossível ouvir Nirvana e não querer dar pulos e gritos. As verdades gritadas, satirizadas, arregaçadas e de pernas abertas certamente assustam muitos, mas me encanta intimamente. Enquanto o blues mostra toda sua densidade de uma só vez com em tragos de cigarro, o rock desmancha toda sua complexidade aos poucos, dando doses rápidas e potentes com em injeções (embora ambos usem diferentes posições para nos mostrar o seu melhor). O rock vem ora rápido, ora sensual, ora calmo, ora explosivo...
Te faz cansar nas 3 primeiras músicas, tamanha força e ardor nas palavras, nos acordes, nas atitudes do palco ou no coral nunca ensaiado da platéia. O rock é a amante fogosa que provoca só com olhares, que tira o ar, que seca a garganta... Ele é o fogo de Hendrix, a garganta de Kurt, as mãos rápidas de Ulrich, a língua de Gene Simmons, os olhos de Paul, os óculos de Lennon, olhar de Morrison...
No fim das contas, quando olho pra esse romance a três, eu só agradeço por conseguir conter em mim a tristeza do blues e a violência do rock.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Supernova Jam Session

sábado, 14 de janeiro de 2012

Vou morrer




Luiz Cláudio é filósofo

Luiz Cláudio Sena
            Vou morrer. Aos poucos, a idéia da morte vai se acomodando. Aos poucos, saber-me efêmero vai se transformando numa constatação indolor. Aos poucos, por uma certa aproximação – cumplicidade, ou co-gestão – com o processo criativo universal (ok, chamai-o de Deus), meio que vou me convencendo de que também eu estou submetido à grande regra: fenecer.
            Vou morrer. Olho para trás e vejo que as múltiplas, diversas e complexas perguntas feitas a mim mesmo e ao mundo ao meu redor começam a ser respondidas, não pela leitura dos filósofos, não pelo estudo da cultura oriental e de sua religião, não pela meditação, mas por mim mesmo, inconscientemente. Aos poucos, ao invés de obter respostas, subtraio perguntas. Aos poucos, toda a inquietação se transforma numa confluência, coesão com o todo. Aos poucos, a Verdade, que busquei, me busca.
            Aos poucos, a resposta, tantas vezes escorregadia, enrosca-se em meu pescoço, cachecol em linha de tricô. Vou morrer. E me irmano com meus ídolos. Dentro em breve – para a história, o que são 100 anos? – Dentro em breve estarei com Ele. Mas Ele já está comigo. Dentro em breve, deixo de ser protagonista, exclusivista, egoísta, narcisista, para ser tudo, todos, total. Dentro em breve, esta sensação de agora – nirvana, é a sensação – vai consumir-me todo, vai envolver-me todo, e todo me fará viver.
            Vou morrer. E só agora, quando deixo de lado toda a seriedade, é que vejo o quanto essa brincadeira é séria. Só agora, pleno, posso revoltar-me, encolerizar-me, reivindicar, gritar, humanizando-me, emocionando-me, permitindo-me, ignorando-me. Só agora, “onde vês eu não vislumbro razão”.
             Vou morrer. E já formulo – data vênia, Senhor Deus – uma revisão no modelo operacional em uso no universo. Algumas leis universais merecem ajustes, adendos, emendas. Talvez burocratize um pouco, mas alguns ritos podem ser sistematizados, sem prejuízo algum à idéia central da Criação.
             Vou morrer. E só hoje, dia 13 de janeiro, quando completo 41 anos, vejo que faço 40. Em janeiro de 2013, hei de completar 39. Nesse ritmo, em 2042 volto a sonhar.
             Vou morrer. Vou me deitar no colchão macio da Verdade e dormir profundamente. E vou sonhar com a nova Vida que me espera, e me preparar para minha segunda morte, para acordar para uma nova vida, e me preparar para minha terceira morte, para acordar para uma nova vida, e me preparar para minha quarta morte, para acordar para uma nova vida, e me preparar para…

Por ocasião do aniversário de Luiz Cláudio Sena, a quem parabenizamos.     

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Maturidade


Nós construímos um amor maduro
Nós derrubamos o muro
Esperamos o tempo
Beijamos no rosto sem outro intento.

Nós fixamos forte a sinceridade
Colhemos frutos do nosso diálogo
Assopramos dentes-de-verdade
E nunca pedimos e sentimos algo análogo.

Nesse relacionamento fomos longe sem andar
E fizemos da diferença a magia
Somos a aversão e a fantasia
O cavalo veloz que não vai cavalgar.

Escrevi calma e vento na tua imagem
Pus o medo enjaulado
Deixei o passado no passado,
Eu matei a sacanagem.

Nem parece que temos corpo
Não temos vontade bruta, mas mansidão,
O sentimento torto,
A completa opinião.

Você atrapalha meu traço
E eu sua meditação
Temos na palma o perdão

E no gozo o abraço.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Miss Baranga na VI Noite Supernova

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Só rindo...



Meu sonho para o ano que esta surgindo
É a crença que em todos recantos da terra
As pessoas vão encontrar motivo pra seguir sorrindo
Sem temer a surpresa que as esperam


Que todos ao se levantar de manha
Ao abrir portas e janelas para o nascente
Abram o largo sorriso para o sol que esta se abrindo
E no entardecer sorriem para sua queda no poente


Sorriam ainda pra as nuvens que trazem a chuva
Para os aromas e cores vários da primavera
Para todos os sabores do outono
Para o verão que aquece a terra essa grande esfera


Para os meus amigos próximos e distantes
Faço um pedido com um toque imperativo
Mantenham um sorriso largo e itinerante
Ainda que o mesmo seja apenas lenitivo


Riam ainda que o sorriso seja de chacota
Da minha pretensiosa e tacanha desfaçatez
De fazer do sorriso a arma da vez
De tornar a tristeza uma alma morta


Sorriam ainda que seja de mim
De minhas invencionices repetitivas
Da minha falta de originalidade
Da necessidade de atenção e a afinidade


Riam da minha oratória gaguejante
Da minha carência de vossas presenças
Da minha proposta tola de soma de sonhos
Pra fortalecer minhas fracas crenças
 
Riam e execrem minha hipocrisia
De insistir no discurso abstrato do amor
Se na minha vida prática chega ser heresia
Dada a  facilidade com que eu causo dor


Riam do ressurgimento das previsões finais
Que os profetas oportunistas em busca de lucros
Incutem nas mentes do povo inocente
Para garantir suas reservas de raros metais


Riam dos disparates praticados no congresso
E nos meandros das altas esferas federais
Onde os engravatados de gestos e vozes polidas
Em surdina, se comportam como marginais


Riam de tudo o que cerca a existência
Riam da cruel incerteza do futuro
Mas não façam do sorriso a total anuência
Dos que se posicionam em cima do muro.

Edvair Ribeiro em 30/12/2010

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Poetas supernovos no Sarau dos Saraus




sábado, 24 de dezembro de 2011

Individuo & coletivo

 


Como indivíduo sou apenas mais um
No coletivo estou acompanhado
E sob a influência das variedades
Das companhias, invariavelmente
Me esvazio da minha vida vazia.
Como individuo sou abstrato,
No coletivo sou fato concreto .
Como individuo minha voz
Não importa o tom, o volume,
Pode ser apenas um sussurro.
No coletivo o meu sussurro
Pode ter o efeito de um grito.
Como individuo posso ser no íntimo
O pouco mesquinho e egoísta,
Mas no coletivo devo ser sociável
Cortez, amigável, um altruísta.
Como individuo posso me dar o luxo,
Mesmo que absurdo, de querer ser
Prepotente e auto-suficiente.
No coletivo meu raciocínio deve ser  peneirado
Somado com outros pensamentos,
Para auxiliar no melhoramento,
Mesmo que lento, do meu espaço social.
No meu individualismo eu posso alimentar
Os demônios da mediocridade, da inveja
Da indecência, da hipocrisia, do medo
Da intolerância, da arrogância e da preguiça.
Já dentro da coletividade e respirando
Os ares da diversidade eu tenho que
Por força natural de assimilação exorcizar
Estes e os demais demônios e me tornar
A partir do que há de melhor em cada membro,
Em cada individuo que forma o corpo maciço do coletivo
Num ser lapidado, pois esse é o propósito da aglomeração
De pessoas sensatas dentro de um processo idealista.
O auto-crescimento em beneficio da coletividade,
Renunciando a mediocridade e a maledicência
E isso como bem citou Julio “Sabidus” Cesar
Independente da fé ou ausência dela nos marca
Como seres humanos e em conseqüência
Seres capazes de exprimir amor
E por falar em amor, feliz Natal para todos vocês!



Edvair Ribeiro em 23/12/2011



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

VI Noite Supernova!








sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

SuperrRock'n'roll High School - Neste sábado, 17/12, no Chicão!


sábado, 10 de dezembro de 2011

Geração Nula, performance de Nanda Fê Pimenta. Ou: A Murta Que Geme.



A murta: http://www.youtube.com/watch?v=ilX94Jew9cM

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Medo o.O

Música nova de Arthur Dourado, músico, compositor, ator e supernovo.
Apreciem!



Mais de Arthur Dourado em http://senhor-a.blogspot.com/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Os Sócrates

No ano quatrocentos e setenta a.C, nasceu em Atenas, Grécia, um homem chamado Sócrates. Dois mil e quatrocentos e treze anos depois, nasceu no Brasil um outro dos muitos Sócrates que o mundo conheceu e conhecerá, que veio com um missão quase similar a do grego. O primeiro veio com a missão de levar conhecimento para a população. Ele, promoveu debates em praças públicas, contestou costumes, incitou e povo a pensar dando inicio ao movimento contracultural que veio ser reconhecido partir do século XX no início dos anos 60 (e que o Supernova teima em dar continuidade no século XXI). Provocou poderosos, foi acusado de subversão e condenado à morte por ingestão de veneno (cicuta).

O segundo, chamado Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, ou Dr. Sócrates, ou ainda  Magrão, também veio ao mundo com uma missão especial. Tendo nascido em uma era em que no Brasil eram terminantemente proibidas manifestações públicas, ele usou de maneiras diferentes de expressar seus sentimentos, primeiro pelo exercício da medicina seguindo os passos de outro grego, o Hipócrates, e pela prática do esporte, especificamente o futebol.

 E no auge das ditaduras, e quando o mundo tremia com possibilidade de um entrevero atômico, quando os homens e mulheres que lideravam o mundo - Margareth Thatcher, Ronald Reagan, Yuri Andropov, Saddam, Kadafi, Menachem Begin, Hosni Mubarak, François Mitterrand, entre outros - se engalfinhavam em uma guerra de nervos sem fim, o Dr. Magrão Sócrates alcançava o auge do seu futebol e, do alto dos seus quase dois metros de altura, firmados em pés tamanho 36, ele encantava o mundo com seu estilo e técnica

Sendo alto sem ser desengonçado, o meia-direita atacante agilizava o jogo de forma dinâmica,  armava jogadas, e, fazendo do toque de calcanhar uma arma, deixava desnorteados os seus marcadores e os companheiros “na cara” do gol. O mesmo calcanhar que era ponto fraco do semideus Aquiles, no Dr. Sócrates era a parte invulnerável. Depois dele muitos outros atletas buscaram aprimorar o uso do calcanhar. Antes dele alguns já haviam feito, mas, comparados com ele, todos foram meio toscos, como ele mesmo disse que os seus pés eram os porta-vozes do seu pensamento. Os pés que criaram o período socrático do futebol. 

Ele ainda tomou atitudes políticas dentro do mundo do esporte. Mesmo estando o País vivendo sob regime totalitário, ele, como bom xará do Sócrates primeiro que era, participou da campanha Diretas Já, instituiu no âmago nação corintiana um estado democrático chamado  "Democracia Corintiana", o que foi um golpe de mestre nas barbas dos cartolas que comandavam o futebol e dos aquartelados generais. Nesse estado os jogadores participavam ativamente de todo sistema organizacional do clube, que era o sonho da parcela esclarecida da nação brasileira, com relação ao mundo da política. Somando a essas qualidades estavam a de músico e produtor  teatral, é pouco?

E ainda fazendo analogia entre o Sócrates filósofo de Atenas e o Sócrates médico, jogador e, por que não dizer, filósofo, o primeiro morreu por ingestão de cicuta por se recusar a negar suas ideias e o segundo morreu por se envenenar lentamente com uma versão moderna da cicuta chamada álcool, droga poderosa respaldada pelo estado e pela sociedade. Droga essa que, sob a égide das festas, da comemorações e dos folguedos, vicia, alicia e mata, e nem mesmo os seres chamados inteligentes, como era o caso do Dr. Magrão, às vezes não conseguem escapar dela.

O Magrão se despediu desse mundo no 03/12/11, na passagem sábado para domingo, as vésperas de um dia importante para a nação corintiana, que foi a decisão do Campeonato Brasileiro. Mesmo estando o estado alvinegro amargando a dor da perda do seu ídolo, pode amenizar o golpe com a conquista do titulo de campeão brasileiro. E não obstante o fato de ser eu um palmeirense e tricolor, admito, sem constrangimento, que o titulo foi merecido.  Salve o Dr. Sócrates, meia-direita da Seleção em 1982, a  melhor  que minha geração viu jogar, e salve o Corinthians!


 Revisão: Daniel.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sete

Por Anne Kawaii


E se eu deslizar meus dedos em teu pescoço e sem tirar meus olhos dos teus eu levar tua alma para passear? Ou se eu arranhar levemente tuas coxas e beijar teu peito tirando teu ar? Você imploraria pela morte? Choraria chamando sua mãe como uma menininha esquecida na escola? Ou deixaria meu primeiro e mais perfeito pecado tomar conta de você?
E se eu te chamar para perto e deixar que você pague por tudo o que já fez? Gastar todo seu dinheiro em uma só noite com drogas e rocks? Se eu jogasse seu celular pela janela e trocasse sua carteira por um cigarro com qualquer mendigo, você se importaria? Gritaria comigo para que eu mantivesse em você grades que seu medo de liberdade lhe impôs? Ou deixaria meu segundo e mais perfeito pecado tomar conta de você?
Ou quando eu molhasse meus dedos de mel e enchesse teu corpo com álcool, ou te desse o que comer todas as noites, ou se deixasse empanturrado do banquete que te serviria de noite, de dia, onde quer que os olhos não nos vissem... Você se afastaria de mim? Colocaria entre nós uma distância de quilômetros para fugir disso? Ou deixaria meu terceiro e mais perfeito pecado tomar conta de você?
Se eu pegasse suas mãos, amarrasse-as no trem, e de vagão em vagão lhe provocasse à raiva, a cólera... Se de medo e ódio eu fizesse você gritar, enquanto no colo de suas amigas eu me servir ou da boca delas eu beber a água que não me sacia... Você me deixaria para trás? Rasgaria meus retratos e cartas e roupas? Ou tomaria conta do meu quarto e mais delicado pecado?
Ou se de todas do bloco eu fosse a mais bela e meus olhos, lábios, pernas e cintura fossem só teus... Se não olhasse para nenhum outro e para nenhum outro oferecesse minha atenção.... Teu coração se encheria de orgulho até que a soberba pudesse ter lugar ou deixaria para trás o meu quinto e mais cruel pecado?
E quando o dia estivesse alaranjado, se eu me deixasse com você na rede para ver a chuva cair e lá ficássemos até o Sol secar a água do mundo enquanto tua boca não deixa a minha sede chegar... Você teria paciência? Ficaria parado quanto tempo enquanto deito ao teu lado? Quantos dias passaríamos na horizontal? Ou você se desesperaria vendo tudo isso com olhos entediados de quem nunca tem o que quer?
Mas se eu fosse embora por um tempo, usasse outras fantasias nesses carnavais, com outros pierrots me enamorassem, e por eles verdadeiramente me apaixonassem, os acalentassem em meu seio e os beijassem a boca, depois de você de medo ter fugido, de temor ter corrido e de covardia se borrado... Deixaria tão somente a inveja tomar conta de ti? Você se renderia ao pecado mais sórdido e sem valor, mais triste e sem parceiro?
Teria fé para tudo isso?

Originalmente publicado em "Flamedua". Disponível em http://flamedua.blogspot.com/2011/10/sete.html. Acesso em 07/12/2011. Com correções.

Incertezas


Não se pode viver com a certeza,
Não se pode cobrar firmeza nas palavras,
A veracidade dos sentimentos que preza,
Pura confiança nas pessoas amadas.

Não temos certeza se vai crescer amor,
Não temos certeza se ele cresce
Talvez já esteja oculto atrás do rancor
Quiçá humanos como nós não o merecem.

Então mate o seu receio,
Nunca encontrará alguém que lhe dê total segurança
A segurança está em você, Como veio?
Até aqui me ver, quem te trouxe?
Não foi a Esperança?!
Eu falo confusa, mas falo a verdade,
E quem me trouxe aqui foi a Vontade.

Então mate o seu receio como eu matei o meu
Eu te ensino a arrancar o véu
Você só quer o que eu quero,
Ora, não seja tão severo,
Se dê um pouco de espaço,
Se dê a liberdade de errar,
De pisar no próprio cadarço,
E tropeçar.

Eu só quero deitar e pensar em você
Sem medo do que acontece,
E saber que faz o mesmo acontecer,
Sem medo de quem ou não merece.

Eu só quero correr louca pra te encontrar,
E quando tiver vontade de te ver,
Ir direto te ligar,
E ficar brava se demorar a atender.
Por que te quero agora,
E pra mim não vale outro ano, dia, mês ou hora.

Vim só pra lhe falar com franqueza
O tempo nunca vai lhe assegurar
Vim aqui só pra lhe falar,
Deixe meu beijo lhe fazer flutuar
Vim aqui só pra
Nos ouvidos lhe assoprar
Vim,
Não tenha medo de min.

Vim só pra lhe falar com franqueza,
Que eu prometo o meu amor, e não uma certeza.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

SuperCine apresenta "A Capital dos Mortos" - Longa de terror produzido em Brasília


“A Capital dos Mortos”

A SINOPSE

No ano de 1883, em Turim, na Itália, o padre Dom Bosco teve um sonho-visão sobre a construção da cidade de Brasília. Foi-lhe dito também que a raça humana estava prestes a ser testada, e que a cidade prometida seria o palco do evento. Dom Bosco foi avisado de que, no dia de sua morte, um processo de três gerações de sessenta anos começaria. Nas duas primeiras gerações, as atitudes dos homens seriam avaliadas, e sentenciadas 120 anos depois. A Capital dos Mortos começa no início da terceira geração, e segue a história de um grupo de amigos (a maioria fã de filmes de zumbis) que ironicamente percebe que a cidade está sendo tomada por essas criaturas apocalípticas, e tenta desesperadamente estruturar um plano para sobreviver.

“A Capital dos Mortos” é um projeto 100% independente. A ideia inicial veio em 1999, mas não havia um centavo sequer para começar a produção. Então, o diretor Tiago Belotti começou a juntar dinheiro para poder comprar equipamento, e financiar o filme. Sete anos depois, em fevereiro de 2006, a jornada começou. No inicio havia apenas uma câmera emprestada, alguns refletores, um roteiro e praticamente mais nada. Faltava um produtor. A adição de Rodrigo Luiz Martins no cargo deu ao filme o elemento que ele precisava para começar. Aos poucos, novos voluntários foram se juntando à equipe, e hoje o longa está pronto.
A estreia foi no dia 2 de maio. O Festival Internacional de Filmes Curtíssimos fez um convite para que o filme fosse exibido ao final do primeiro dia. E foi um sucesso absoluto. O Cine Brasília estava transbordado de tão cheio. Dezenas pessoas assistiram sentadas no chão, outras dezenas em pé. De lá para cá o filme participou de vários festivais.

A DIREÇÃO

Tiago Belotti é um paulistano de 29 anos que mora em Brasília desde 2000. O diretor já morou na Alemanha, Equador, Estados Unidos e na Argentina, onde começou a estudar cinema. Já dirigiu e produziu alguns curtas, entre eles "Oldoinyo Oibor" (1998) e "Apócope" (1999), realizados na Argentina, e "Zumbi Brasileiro" (2007), "Sábado à Noite" (2007), "O Jogo"(2008), "A Festa" (2008), "3 MINUTOS...", feitos no Brasil.

A PRODUÇÃO

O produtor Rodrigo Luiz Martins, 27 anos, é natural de Brasília. Rodrigo tem no currículo alguns curtas premiados, entre eles "Reflexo", premiado no Festival de Cinema e Vídeo Universitário de Curitiba como melhor ficção, e "Behr de Brasília", premiado no Festival Internacional de Cinema e Vídeo Universitário de Goiânia, em 2007.



domingo, 4 de dezembro de 2011

Supernova participa do programa Escola Aberta do CED São Francisco

Recordar é viver...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Devana Babu - A Difícil Arte de Cortar uma Abóbora