HOMENAGEM PÓSTUMA PARA O PIONEIRO E AMIGO WILSON CHAPOLIN.




No último domingo são Sebastião perdeu mais um pioneiro, eu perdi um amigo e o projeto memórias oleiras perdeu mais uma fonte informações.  Morreu Wilson Vieira Machado, ou "Chapolin" como ele passou a ser chamado pelos amigos e colegas de serviço, da antiga Madeireira Belo Vale, onde  ele foi trabalhar após deixar a lida das olarias no início da década de noventa.

Wilson "Chapolin"

                                                  Antiga olaria do seu Terto no Morro Azul.


Na Madeireira Belo vale o Wilson “Chapolin,” começou como carroceiro, fazendo pequenas entregas de materiais, passou para ajudante de caminhão e depois de tirar CNH, foi promovido para a função de motorista de caminhão.                               
Na empresa Belo Vale, Chapolin era afeiçoado, pelos colegas e o patrão.  Essa afeição se estendia para toda sua rede de relacionamento na cidade de são Sebastião. Ao sair da empresa por vontade própria, juntou economias, comprou uma Kombi e imigrou para a iniciativa privada no ramo dos fretes


Wilson "Chapolin' foi uma dessas pessoas cujo nome estará ficará indelevelmente gravado na memória das pessoas mais antigas de são Sebastião. Natural de João Pinheiro MG, ele veio para região da papuda hoje são Sebastião no início dos anos setenta, é filho do Sr João vieira, vulgo João mineiro e Dona carmelita vieira (ambos em memória). O pai João mineiro, também exerceu a atividade oleira na antiga papuda. O ofício de oleiro foi assimilado como uma imposição natural baseada na rotina diária do patriarca.

Wilson foi mais um dos madrugadores das lida das olarias. Fez parte do grupo de pessoas que varou altas madrugadas, pipando, cortando e queimando fornos e caieiras de tijolos maciços, contribuindo pra tornar realidade o sonho de dom Bosco. Portanto, foi também para Wilson "Chapolin" que foi criado o projeto memórias oleiras. Infelizmente ele partiu sem dar o seu depoimento a dar sua versão no processo da construção de Brasília e da criação da cidade de são Sebastião.  

Ao partir, o Wilson "Chapolin" deixa um vácuo impreenchível, deixa-me órfão de um amigo, deixa vago o parágrafo lhe cabia no projeto, deixa vago seu lugar no ponto dos freteiros. sobretudo deixam órfãos as pessoas mais importantes durante sua existência, seus parentes   consanguíneos; que são sua esposas, filhos, netos, irmãos e afins.  mas deixa vivo em nossas memórias sua simpatia,  companheirismo, enfim, toda soma de motivos que o tornará para nós eterna saudade.

* A foto a direita não foi postada ao acaso, ele mostra o local hoje chamado Morro azul onde eu conheci Wilson "Chapolin," conduzindo seu fusca amarelo no inicio dos anos 70.


Edvair Ribeiro dos Santos 20/03/2017     

Edvair Ribeiro

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