A Saga do Guerreiro Perdido I

Publicamos, a seguir, o primeiro episódio d'A saga do Guerreiro Perdido. O autor desse audacioso folhetim é ninguém menos do que o grande Zeca Oreba. Zeca Oreba tem oito anos de idade e resolveu começar a escrever este romance. Trazemos até vocês, exclusivamente, o primeiro capítulo já pronto da história, e publicaremos os demais capítulos semanalmente.



Divirtam-se!

Com vocês:



A SAGA DO GUERREIRO PERDIDO




                                       
Era uma vez um homem muito bom e humilde. Seu nome era Johnny Victor.

Um dia ele chegou do seu trabalho e foi dormir. Johnny sonhou que estava em um lugar bem estranho e que entrava em alguma coisa. De repente acorda bem assustado.

No outro dia Johnny foi tomar café da manhã. Passou um tempo e chegou de noite. E ele saiu. Foi ao mercado. Quando estava voltando, viu uma pessoa que ele não conhecia e foi chegando cada vez mais perto. Viu que estava muito perto, e esse homem estranho perguntou para Johnny se ele queria fazer uma viagem. Johnny ignorou, fingiu que nem viu. Então esse velho abriu um portal e o empurrou.

Ele pensou que era um deserto, e começou a andar se perguntando:

- Que lugar é esse?

E ele andava em um lugar. Era a "Caverna Maligna". Ele andava lá sem saber que aquele lugar tinha esse nome. Era uma caverna destruidora. Tudo que via pela frente, ela destruía.

Lá dentro era muito barulho, fazia: trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock.

Johnny entrou na caverna sem nenhum medo, como se tivesse entrando em sua casa. Lá dentro ele encontrou um labirinto de pedra. Entrou lá sem medo. Lá dentro ele se perdeu.

Ele perguntou:

- Tem alguém aí?

Ninguém respondeu nada.

No labirinto ele deu voltas e voltas, várias vezes.

Ele viu uma coisa preta que passou bem rápido.

Ele disse:

- Quem está aí, quem é você, quem é?

Lá foi a primeira vez que ele viu Wesquel, o dono da caverna.

Ele continuou andando naquele labirinto de pedra, um labirinto que ele nunca pensou que ele iria ver na vida. Era muito estranho.

Wesquel não tinha medo. Este era o problema: ele não tem medo.

Wesquel não era um inimigo feio, também não era bonito.

Johnny fez uma fogueira e ficou lá. Lá tinha um lago com peixes. Ele pegou um, abriu e comeu todinho. Lá era estranho, mas ele se acostumou com lá.

Wesquel se escondia em um lugar que ninguém sabia. Ele conhecia a caverna como ninguém. Ele era o dono da caverna. Ele se escondia fora do labirinto.

Wesquel era muito forte, corria muito rápido. Era muito esperto, inteligente, grande, ágil.

Johnny dormiu, mas Wesquel não.

No outro dia, Johnny acordou e começou a andar. Ele achou um bracelete e colocou em seu pulso. Rapidamente ele ficou diferente e teve uma sensação estranha. O bracelete era de Wesquel. Johnny ficou muito, muito forte. Wesquel ficou com raiva por que Johnny achou seu bracelete perdido. Johnny estranhou, mas não ficou com raiva.

Johnny começou a andar e se perdeu no labirinto, mas continuou andando e andando.

Ele tinha um martelo, que antes de cair no portal, ele ia entregar para seu amigo.

Ele pegou, e começou a quebrar o labirinto. Ele quebrou uma boa parte, mas não quebrou muito, muito, muito.

Ele teve uma grande ideia. Decidiu subir em uma parede do labirinto, e conseguiu ver o final. Então ele pulou as paredes de uma em uma e conseguiu chegar no final. E no final do labirinto estava Wesquel, escondido, esperando Johnny.

Wesquel diz:

- Agora você me paga! Devolva meu bracelete!

Johnny diz:

- Ele não quer sair!

Então Wesquel parte para cima de Johnny, e começa a bater. Wesquel deixa Johnny no chão, abre o portal proibido, sabendo que lá se encontra o mais forte de todos os micróbios possuídos, de codinome Halpixo.

Sem que Wesquel perceba, Johnny entra no portal se rastejando quase morto...



TO BE CONTINUED...

d.b

10 comentários:

  1. Sinceramente, não sei se comento a caverna maligna, ou a imagem do Guerreiro que mais parece um retirante nordestino. Seja como for, achei fantásticos alguns trechos, tipo:

    "Lá dentro era muito barulho, fazia trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock, trock."

    Quantas onomatopéis são necessárias para exprimir tanto barulho?!

    Ou ainda:

    "Wesquel não era um inimigo feio, também não era bonito."

    Nesse caso, quero crer que Wesquel divia ser... marromenos, ou: metreado...

    Outro ainda:

    "Ele pegou esse martelo, e começou a quebrar o labirinto com o martelo, ele quebrou uma boa parte, mas não quebrou muito muito muito."

    Ou ainda:

    "Wesquel era muito forte, corria muito rápido, e muito esperto, inteligente, grande, ágio."

    Cara, eu tenho inveja do Wesquel. Quem me dera...

    Tio Cláudio

    ResponderExcluir
  2. Nada barra os micróbios possuídos!

    temos um best seller a vista, ou no mínimo um clássico!

    ResponderExcluir
  3. Eu estava pensando em ser Wesquel, mas acho que vai se mais negócio ser o super micróbio...

    ResponderExcluir
  4. me parece que esses nomes em ingles tem uma pronúncia peculiar. E eu sei que já temos três capítulos prontos.

    ResponderExcluir
  5. Wesquel tá causando a inveja masculina, agora imagina se as mulheres conhecem esse cara. Forte, ágil, inteligente e bonito. Ass Nanah

    ResponderExcluir
  6. Zeca, o escriba!? Mais uma faceta do multiartista mirim!... O precoce doidivanas ataca novamente...
    Trash? Kitsch? Não importa o rótulo. O incauto leitor é tragado por uma multiplicidade intrigante de jogos de cena aparentemente simplórios, mas que encerram uma incontável polissemia... Parece destituído de maiores referências literárias, mas não se pode subestimar a inteligência de um ganhador inveterado de "War"...
    O que impressiona mesmo na narrativa do infante é o tom onírico da odisseia, repleto de imagens fantásticas e situações surreais - um roteiro digno de Terry Gilliam ou Tim Burton...
    No limiar entre a crônica e o conto, o que se destaca é a originalidade das situações. Com uma carga metafórica impressionante, mereceria um trabalho de interpretação psicanalítica de maior envergadura sobre o autor mesmo, tal é a indisfarçável conotação autobiográfica e confessional da obra...
    Enfim, este resenhista está ansioso pelos desdobramentos desse delirante enredo...
    Promete...

    PS: Naná, teve algum dia que Ezequiel, após jantar, foi logo dormir? É a única explicação plausível para criar uma "viagem" assim...

    Daniel

    ResponderExcluir
  7. eu tbm queria saber de onde vem tanta imaginação maninho....agora tenho um irmão escritor....rsrsrsrsrs....muito massa!!!

    ResponderExcluir
  8. vcs podiam participar do programa do tom cavalcante: OS RIDICULOS!!!!!!

    ResponderExcluir
  9. ja que todo mundo ta postando um comentario eu tbem participo........so pra ficar uma 'LISTA BEM GRANDE'.......

    ResponderExcluir

Instagram