Crônica Escolar


Muitas vezes nós nos perguntamos o porquê da existência da vida. Na verdade, alguns de nós passamos a vida inteira se perguntando por que nasceu e qual é o sentido da criação do mundo. Ao buscar uma resposta transcendental, que se mostra bastante realista, encontraremos a evolução do ser como o motivo e causa dessa nossa estada, que parece longa, porém é apenas um ano letivo aqui na terra.

Talvez a maioria de nós não tenha compreendido ainda o verdadeiro sentido da vida: ao reencarnar começamos uma nova jornada de conhecimento e crescimento, e, ao longo da nossa temporada na escola da vida, temos a alegria e o prazer de termos professores excepcionais. Alguns nós chamaremos de mãe e pai; outros, amigos, lideres espirituais e até mesmo chefes.

A função principal de todos os professores é nos auxiliar para que possamos concluir as matérias necessárias para passarmos de ano, voltarmos para casa, descansarmos durante o verão, e, por fim, retornarmos a escola para mais aulas e aperfeiçoamento.

Algumas matérias são básicas, como aprender a caridade, reconhecer e respeitar o próximo e mesmo a paciência. Essas matérias nós veremos em toda nossa vida escolar com graus de dificuldade variados para uma melhor interiorização dos sentimentos de bondade.

Mas ao fim a matéria realmente mais difícil, e a que nos permite conquistar a graduação da escola da vida, é a humildade. Nessa matéria todos reprovamos algumas vezes até conseguirmos chegar a um grau de aceitação para prosseguirmos para esferas superiores onde ficam as escolas de pós- graduação celestial.

O restante do que vivemos - profissão, dinheiro, viagem e lazer - é apenas o recreio da nossa verdadeira função durante a vida.

Sempre pensamos que, ao acordarmos, o nosso dia começa, mas esse engano nos rouba um tempo precioso que é a vida durante o sono e o lazer espiritual, quando ao fim de mais um dia de aula nós temos a oportunidade de voltar para casa e descansar.

Mas, como sempre acontece aos alunos em progressão, ao fim das férias, estamos loucos para voltarmos para a escola, revermos os amigos e testarmos a nossa capacidade de aprendizado mais uma vez.

O fato de sermos alunos não nos exime da responsabilidade de sermos também professores, afinal cada pessoa aprende mais rápido determinadas aulas, tendo assim a capacidade de auxiliar o próximo.

Recusar a experiência da compaixão e do cuidado com o outro também nos atrasa no alcance de matérias mais avançadas como o amor incondicional e a paz interior. Quem não aceita o irmão como ele terá sérias dificuldades para aceitar a si mesmo e reconhecer em quais pontos irá precisar de aulas de reforço.

Por fim ao alcançarmos a formatura ganhamos o direito de exercer o livre-arbítrio em plenitude, pois já teremos a maturidade e o conhecimento para seguirmos adiante em novos cursos, novas aulas, novas turmas e a evolução da alma por toda eternidade.


Hellen Cris


Nota do Co-Editor, Daniel: Este blogue celebra os princípios da pluralidade de ideias e da liberdade de expressão. Entretanto, isso não significa a sua adesão necessária a esta ou aquela crença. Portanto, o texto aqui veiculado reflete a opinião pessoal da autora, podendo se constituir em fonte voluntária de inspiração para os demais membros deste coletivo.

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