O SER POETA



O poeta é um ser inquieto
Que estando inerte ou em ação
Abrange o mundo que o cerca
Assimilando-o em toda extensão
Os sentidos estão sempre alertas
O olhar a visão e o tato
O olfato o palato e a audição
O poeta expressa com os olhos
Com palavras silenciosas
Transbordantes do seu coração
O poeta é um hermafrodita
E engravida-se todo momento
Das mensagens puras ou não
Que nascem nas minas da vida
E compõem o tear da poesia
O poeta é um príncipe consorte
Cujo trono são meras utopias
O poeta é um ser surreal
Vive sobre a linha inconstante
E entre o fato de fato e o irreal
O poeta é um imortal
E essa glória (e isso é uma ironia)
Só se é alcançada com a morte

Edvair Ribeiro, em 13/11/2010, às 14h20min

Edvair Ribeiro

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