RELATO: NANDA PIMENTA NO POEMAÇÂO, NA BIENAL DO LIVRO DE BRASÌLIA



Ontem, foi, então, a apresentação de Nanda Fer Pimenta  na Bienal do Livro de Brasília, no espaço reservado para o sarau poemação, do Jorge Amâncio e do Marcus Freita. Mas isso já está no Tìtulo.

A apresentação foi fulminante, como o esperado. A ovação foi completa. Poetas antigos e consagrados da cidade se curvaram ao inegável talento de Nanda Fer.

A performer subiu ao palco junto com Jorge Amâncio e Cristiane Sobral, representando a verve da poesia negra de Brasília.

Com sua performance enérgica, misto de introspecção, exortação, catarse e epifania, munida de uma tampa de lata e uma baqueta roubada do chiquinho, num transe vomitatório psicótico de "quems" e "dizes" e "as" e "tchs", a plateia foi abaixo. 

"Me senti extremamente feliz, porque para mim foi uma espécie de consagração, me senti bastante reconhecida. Porque eu estava recitando ali junto com vários poetas que fizeram história e marcaram a cidade de Brasília, e além de ficar alegre por estar com eles percebi que eu era a a mais Jovem entre as poetas convidadas, tendo apenas 21 anos,  quando a maioria ali já está na casa dos cinquenta, então isso é um reconhecimento muito importante pra mim. outro motivo é que eu iniciei minha vida poética há cerca de dois anos, graças ao movimento supernova, e eu era extremamente tímida, não tinha muita facilidade pra decorar minhas poesias mas, com o temo, fui me tornando cada vez mais confiante, e desenvolvendo minha linguagem, minha consciência. Depois, na Bienal do B., no T-Bone, Paulo Dagomé estava entre os poetas homenageados e me deu a oportunidade de recitar, quando eu fiz o Jau-Jau, e ali eu fui vista e apreciado por poetas importante como o Nicholas Behr, Jorge Amâncio, Vitelli, e todos me adoraram, viram que eu tinha um trabalho interessante e inovador. Tenho que agradecer muito, também, ao Vitelli, que sempre me incentivou e dizia "faz aquela, faz o Jau-Jau", e, enfim, me incentivava e me dizia que meu trabalho era bom. Depois disso o Jorge Amâncio me chamou para me apresentar no Poemação no Beijódromo, onde eu fiz minha poesia AeroFilia com participação do Algodão  Choque.

Quando o Jorge me chamou para apresentar na bienal, em confesso que não tinha noção da grandiosidade do evento, coisa que eu senti só na hora. então eu me lembrei de todo o caminho que eu percorri até desenvolver minha poesia e chegar ao nível de poder estar ali, sendo tão jovem e tendo uma linguagem tão diferente, pois nunca vi ninguém declamar poemas da forma como eu faço, com uma linguagem parecida.

Adorei o sarau, haviam muitos poetas legais, gostei muito de muitas performances, conheci muita gente e muita poesia interessante e gostei dessa linguagem que abrangia apenas a poesia, e gostei muito de ver que todos estavam ali bastante felizes, animados, atenciosos, pois em geral vemos um espírito meio decadente e frio, mas todos ali, apesar de já estar há muitos anos nesse ramo da poesia, ainda conservavam aquele mesmo frescor. Confesso que o que eu mais gostei foi do Nicholas, com seu livro novo, não sabia que ele tinha essa mania kkk. Ele me disse que deixou um livro dele com alguém do supernova, para me entregar, mas como ninguém me entregou agora eu quero o livro das unhas! Nháá!"

palavras de Nanda Pimenta, eufórica.

devana babu também pegou carona e foi convidado, na hora, pelo jorge amâncio para recitar na abertura, junto com a Iara. Pego de surpresa, recitou O Pulso, dos titãs, ao que o público reagiu, uns, com indisfarçálvel repulsa, e outros, com com leve deslumbre ante a declamação contorcida e baixo-astral.

Nicholas Behr recitou com a Noélia, e lançou-leu, pelaprimeira vez na existência, os poemas do livro Ainda Tenho Unhas. Estava visivelmente nervoso como se fora um poeta iniciante, quem diria. Tiradinhas curtas e inesperadas bem ao estilo Von Behriano, tendo todas, inevitávelmente, a palava "unha" e alguma alusão ao ato roetório das mesmas.

Rolou Vitelli, rolou marcus freitas, rolou welson, rolou "Poesia na platéeeeeia": Renato Matos!, e vários poetas da velha guarda Brasiliense, com livros novos e velhos, poemas novos velhos, performances novas e velhas.

Nanda Fer saiu de lá cheia de contatos, vários livros assinados, um único zine vendido por 20 reais e outros tantos distribuídos de graça (ela distribuiu seu primeiro zinezinho por lá   (y) ).
Wan Gazzu e Raony, que registraram tudo, pagaram a pizza de alho e de presunto. pris se deliciou com as apresentações e com a pizza. Rircardo e Babi chegaram lá na surdina e ficaram sentados no fundo, quietinhos, e viram tudo.

d.b

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