Catarsis Blues, por Maurício Sena

Devana, sem fazer nada, escrevi o blues abaixo e entendi que ele serviria aos coliformes.
Falta uma estrofe pra completar 4 e a última seria refrão.
 
 
Catarse Blues


Ateei fogo nas barbas de Zeus
Cuspi farofa na cara do rei
zombei da juba da fera na selva
tornei rubras a tez do marquês
 
regurgitei o manjar dos deuses
assaltei e matei o bandido
confrontei sem medo o perigo
na cara da morte sem pena gozei
 
atravessei o inferno no escuro
fui la no fundo da zona abissal
dei um cascudo aprumado no cracker
eu fiz o danado até passar mal

dei um chute no meio do saco
de tudo o que me causa mal
não me interessa o seu sentimento
você entra com a bunda e entro com o pau

Maurício Sena

d.b

2 comentários:

  1. Quero crer que há algo de auto-biográfico no blues. Só não esperava a revolta final com direito concupiscência.

    Os versos mais particularmente interessantes:
    "Cuspi farofa na cara do rei"
    Pus-me a imaginar uma boca espargindo grãos de farinha.

    "fui la no fundo da zona abissal"

    Parece-me que o tom auto-biográfico chega ao seu píncaro neste ponto.

    "não me interessa o seu sentimento"

    Não?

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  2. Tio Krháudynho sabe ser cruel quando quer.

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