(...)

D’aquele nove de abril, lembrarei eternamente e perfeitamente do casal comprimido n’uma mesa de bar, rodeados por cervejas e copos, guardanapos amassados com a marca de batom nude. A bolsa preta. O vestido azul. Claramente naquele momento o mundo pertencia a eles e ser humano algum ousaria aumentar o tom de voz. Cachos se misturavam entre rostos, mãos e sabores. Pernas entrelaçadas, texturas, beijos, conversas e toques de celular. O bar inteiro tinha cheiro de flor.
- Eu te amo.

Louanny Cury

Palavra Reclusa

Um comentário:

  1. Nossa, vc consegue dar complexidade à um cenário que para muitos seria morto. Sempre admirei a sua forma de escrever.

    ResponderExcluir

Instagram