O Penetra - Antologia



# I

De olho na sua festa...

CAOSPITULO I:
Nessa semana passei por alguns festejos, tradicionais do mês de julho, regados a pipoca e quentão. Chegou o tempo das festas de São João.

Nas 200, rolou o tradicional "Arraiá das 200", que reuniu muita gente bonita, com muitas comidas tipicas, e barracas de muitas bebidas, cujos nomes não posso citar, mas que são muito engraçados...

No Morro Azul , o "2° Arraiá Vem que Tem" sacudiu a massa presente, e foi até umas horas, para alegria de todos.

E para aqueles que gostam de curtir uma praia meio diferente das oferecidas e procuradas na época, puderam apreciar uma praia que agradou a todos os gostos, em frente ao CAIC: o RPB (RAP POPULAR BRASILEIRO), que chacoalhou os ossos da massa presente, ao som de muito rap do bom. Os DJ’S arranharam os bolachões da vovó, enquanto o baixo, a bateria, a guitarra, a percussão e o teclado não deixaram todos os presentes ficarem parados, ainda que tenha demorado. Quando as backing vocals entoaram as poesias, nem acreditava que tudo aquilo realmente acontecia.

O GOG esteve presente e mandou a letra.

Quem levantou a galera foi o som frenético do violino, pífano e gaita do Zé da Gaita

E a grande surpresa da noite foi o carisma da banda de rock composta por cinco meninas, FOUR DREAM’S, que, apesar de ser sua primeira apresentação, surpreendeu com a suave voz de sua vocalista, acompanhada do ritmo da bateria, harmonia do violão, e dos toques de mágica dos teclados. O peso ficou por conta do baixista, que substituiu a contra-baixista, que por motivo de forças maiores, não pode comparecer ao evento...

As guitarras estavam afinadas e os overdrives acionados. Nada melhor do que um bom e velho ROCK ‘N ROLL com OS CORRUPTOS, que mandaram o som que os rockeiros da cidade queriam curtir.

Em suma, ocorreu tudo nos conformes, ninguém deu trabalho para a policia, que esteve a todo o momento presente, e podemos notar que, a cada evento, o alto nivel está representado tanto nas apresentações quanto no publico, que está marcando presença e soboreando todos os espetáculos, não deixando de aproveitar cada segundo, não deixando conflitos estragarem a magia.

Parabéns à Policia Militar (190), Bombeiros (193), Policia Civil (197) e Administração Regional XIV (9674-1818) por zelar por esses espetáculos, que abrilhantam tanto a nossa querida São Sebastião.

***

# II


Final de semana, muitas festas na cidade, e uma questão...

Em qual dessas festas vamos curtir!?

Com um cardápio vasto, cheio de gravações de DVD’s, estava difícil decidir em qual festa entraria, usando minha “credibilidade” e “status”.

Vamos então para a Festa da Cidade...

Com uma câmera em punho, ficou fácil fácil entrar no mainstream da festa, cheia de artistas que estão em ascensão, loucos pra ver seus nomes sendo divulgados, e foi assim que, no sábado, invadi o camarim do Roberto Ney e o forró xique D+ . Foram tantos flashs, regados a cerveja gelada e canapés, acompanhado por lindas dançarinas com muito pouco pano pelo corpo que meus olhos ficaram até bêbados. AWAY!!!!!

O melhor foi trocar uma ideia com os caras dos RAIMUNDOS, que fecharam o RADICAL ROCK ESPECIAL EDITION, que ainda me deixaram tocar o contra-baixo do Canisso, sem comentar a palheta que ele jogou na mão. Muito louco mesmo! Fora a dedicatória que o Digão fez em cima do palco: “essa daqui vai praquele muleque doido, que está pilotando aquele Kombão ali.”

E mandaram o Kombão da Queimação, grande clássico da banda, para euforia da galera, e para me deixar ainda mais louco de alegria!

No domingo, não podia perder tempo: era o último dia das festividades, e ainda tinha mais uma gravação de um DVD, agora da dupla Jhony e Raony.

Mesmo esquema: bateria da câmera carregada, pega os cartões de um site que não quero citar o nome, mas cujo mesmo nome eu citei na ocasião para me passar por fotógrafo. Vamos a bailar!

As bandas eram outras e a cena também. E agora, o que fazer? Pra minha sorte, o segurança era o mesmo da noite anterior, e, como já tinha feito umas fotos, tendo os seguranças como modelos, minha imagem já tinha se fixado na memória curta deles, e as relações diplomáticas já estavam estabelecidas, o que me permitiu entrar sem nenhum questionamento.

O camarim da dupla sertaneja estava melhor equipado alcoolicamente do que o do grupo que se apresentara outrora, tendo whisk e energético. Não pude me conter: saquei um copo e “duas pedras de gelo, por favor”, para desespero da produtora do camarim, que me reconheceu e não foi com a minha cara. “Você está aqui para tirar as fotos ou pra tragar whisk ?”. “Calma, vamos às fotos!”, respondi.

Ficou difícil escapar dessa , mas consegui driblar a marcação.

Logo após me embriagar, fui em direção à tenda eletrônica, onde tinham seguranças fortes e com cara de mal. Qualquer palavra errada seria um estopim.

O cara que estava na bilheteria era meio caxias, do tipo que não admite caloteiros. Era outro obstáculo que eu tinha que pular. Fiz uma cara de intelectual e acreditei: “EU SOU O MELHOR FOTÓGRAFO DO MUNDO, E TENHO QUE COBRIR ESSA MATÉRIA!”.

Saquei um cartão do bolso, do site que eu não vou citar o nome, e mostrei para o cara da bilheteria, que começou a ler o cartão. Liguei a câmera e com um flash que cegaria até os anjos da luz, disparei em direção ao cara da bilheteria... CLIC! “Está bom, pode entrar, mas quero ver essas fotos depois!”, disse o narcisista. “Beleza!”, ofegantemente respondeu a minha pessoa.

Já era! O último lugar que faltava eu já tinha penetrado, e foi difícil chegar até a pista de dança: muita gente, mulheres quebrando e requebrando até o chão. Oh lugar do diabo! A tentação estava à solta, seguida da cobiça e da avareza.

E assim fechamos mais um final de semana curtindo a balada alheia! AWAAAAAAAAAAAY


***


#III


Os estilos que o penetra cabeção gosta de curtir estava em baixa na nossa praia. O que fazer?

Curtir em outra praia , ora bolas!

Parti em direção a uma das cidades-satélites com maior numero de habitantes, e, conseqüentemente, a cidade com maior número de shows,espetáculos dentre outras coisas.

A culinária predominante do local é a nossa querida e exótica nordestina, cheia de temperos fortes.

Cheiro de buchada de bode no ar, como se dissesse: "Sejam bem-vindos à FEIRA CENTRAL DA CEILÂNDIA!".

Foram três semanas de maracatu, catira, frevo, bumba-meu-boi, e o que mais me fascina nessa selva de pedra é o overdrive rachando os P.A’s (não confundir com pensão alimentícia). Punks, metaleiros, alternativos, forrozeiros e pagodeiros se reuniram na praça da Feira para levar de graça toda essa bagagem cultural.

Os RECALCITRANTES, banda de indie rock, esteve lá, e levaram o nome de São Sebastião aos nossos hermanos ceilandenses, e ainda foram contemplados com seu primeiro cachê em mais de 7 anos de insistência, persistencia, desobediência, sem ceder e teimando sempre:

“Parabéns para a produção, que, além de ceder o espaço, com um som de alto nível, deram pra gente uma ajuda de custo, que vai auxiliar o grupo", comenta Emerson Baterista, dos RECALCITRANTES, que já fazem planos de gravar um CD PROMO para divulgar as composições da banda.

Na volta da CEI, fiz uma parada no Festival de Inverno. Tentei penetrar nesse evento burguês, mas na portaria já tinha cartazes com meu rosto, de perfil e de lado, e de diversos estilos de cabelo, barba e óculos, e, ainda por cima, uma recompensa gratificante, que colocaria o projeto todo em risco...

Esse estacionamento do Mané Garrincha me faz recordar minha primeira experiência de penetra sendo frustrada. Era mais ou menos nessa época...

O evento: PORÃO DO ROCK

Vem em minha enorme esfera achatada entre os pólos, cujo nome dizem ser cabeça...

Estava frio, eu com uma blusa de frio amarrada na cintura, pelo lado de fora do cercado. Meus amigos já tinham entrado nesse mesmo evento. Lembro de alguém que foi mais esperto do que eu, o Vinicius Borba, que ficara lá fora recitando poemas para casais apaixonados e com frio. Toda vez que ele declamava um poema para os burgueses, eles pagavam uns dois “conto”, e como de grão em grão a galinha enche o papo, o nosso poeta os bolsos, e o copo também! Esperto!

Mas minha missão ainda não estava completa. Eu tinha que curtir o show do DEAD FISH, e curtir pelo telão pelo lado de fora, não era bom pra mim.

PLANO A (AI. MEU DEUS...)

Fiz uma varredura no local, o mapa na cuca, o Plano A - de ação - estava pronto. Direcionei-me até o estacionamento, e para driblar o guarda, saquei o telefone celular e comecei a discutir com o GASPARZIM “PÔ! PÔ!! PÔ!!!” Pô, esse segurança não vai para de me olhar não?... Consegui! Entrei no estacionamento. Agora é só pular umas duas cercas e estou dentro do show. Pulei a primeira cerca. Que noite maldita essa minha! Para o meu azar, pulei no backstage. Até então o que eu via era gente com suas credenciais carregando cerveja quente para os freezers. Dei uns seis passos até ser reconhecido: "por onde você entrou?”, um brucutu de mais de 1,90m me perguntou indignado. “Se eu te falar que não me lembro como cheguei aqui?”, respondi na maior cara limpa do mundo.”Sem problemas! Eu te lembro o caminho da saída.”, respondeu ele me agarrando pelo braço.

Foi os primeiros 20min que atravessei do backstage até o portão de saída, que se encontrava do outro lado. Deu para curtir o som de uma banda de Brasília, mais foi tão rápido que me acompanharam até a saída, que não deu pAra saber quem tocava naquele momento. "Se eu te pegar de novo lá dentro, não vou ser tão cordial.”, foram as únicas palavras que ele me disse antes de me escorraçar do evento.

Mais eu sou brasileiro, e brasileiro...

PLANO B (BOM DE NÃO SEGUIR...)

Estava eu de novo na estaca zero, mais com a “cuca” cheia de planos maquiavélicos. Pousei sobre o meio- fio, e comecei a observar. Observava os seguranças com o olhar de uma águia morta de fome, caçando sua presa em meio a uma floresta. E olhava para os seguranças da portaria, depois para os do cercado. E, quando menos espero, um segurança saiu pra saciar suas necessidades vitais. Era essa a hora, e eu não podia perdê-la. Saí num pinote em direção às cercas. Pisei com um pé no capô de um carro e outro na cerca, me arremessando para dentro do evento. Sai correndo em direção à tenda eletrônica, coloquei minha toca, como se aquilo me camuflasse, entrei na tenda, e já estava curtindo o TUTS-TUNTS, quando, para meu desepero, fui alvo do segurança, que era muito bom de jiu-jítsu, que me aplicou um mata-leão, me deixando totalmente à mercê do algoz:

“Por onde você entrou?!”, disse ele puto da vida, por correr atrás de um penetra. A essa hora do campeonato era ridículo alegar que não sabia como cheguei até ali. “Pulei o cercado”, respondi eu após recuperar o fôlego. “Abre esse portão aí. Vaza, moleque!”, disse ele. Antes da minha retirada, o primeiro segurança que me expulsara me reconheceu e perguntou: ”Como você entrou?”. E como já tinha dito para os demais seguranças, respondi a ele também: ”Pulei o cercado”. E ele, mais puto da vida, respondeu para os demais: “Faz ele volta pelo mesmo lugar que ele entrou”. Fizeram-me pular o cercado, e ainda me chamaram de vagabundo sem o que fazer! Os caras burros, né? Se o cara é vagabundo, logo ele não tem o que fazer...

PLANO C (ACABOU PARA MIM)

Depois de ver meus planos serem frustrados por esquema muito bem organizado, o correto era a desistência parcial. Conformei-me com minha quebradeira e vi que era suicídio continuar tentando entrar nesse espetáculo por formas transgressoras.

O pior não foi ser expulso duas vezes, tomar um mata-leão, passar frio, solidão e tristeza. O pior mesmo foi a galera inteira do CENTRÃO ter me visto tomando uma gravata e ser obrigado a pular o muro de volta.

Mas é isso aí. A gente se lasca mas se diverte muito! E ainda sobra umas histórias legais para contar.
Até a próxima!


***


# IV

O Penetra desta semana fez horas-extras, e decidiu aventurar-se em busca de lugares animados, antes do final de semana chegar...

Era quinta-feira. Fingindo ajudar o Gerente de Cultura, que não tem a famosa CNH (porque reprovou inúmeras vezes no psicotécnico), O Penetra partiu na almejada missão de conhecer eventos nos quais não foi convidado.

Destino: Setor Oeste.

Missão: entrar no 51° Congresso da UNE.

Chegando ao destino, fiquei um tanto quanto preocupado com a situação: inúmeros ônibus, com estudantes do Oiapoque ao Chuí, entrando e saindo, sempre sendo revistados pelos guarda-roupas que estavam na portaria. O medo aumentou, quando vi um sujeito sendo barrado pelo capataz do sistema, que escorraçou o pobre meliante.O que fazer agora, negão?

Tinha um grupo de estudantes nó-de-cana pelo lado de fora, me apresentei a todos que estavam ali, e perguntei “de onde vocês vieram”? MARANHÃO!

“Então solta a pedra!”, que o Black Lions estão no cerrado dos calangos. Com um violão em punhos as relações diplomáticas foram estabelecidas facilmente.

De Raul a Renato Russo, de Dagomé a Augusto dos Anjos, fomos nos enturmando com o pessoal, e depois de algum tempo, percebi um descuido do pessoal da portaria, que saiu deixando o caminho livre para O Penetra, penetrar sem vaselina ou cuspe.

No recinto, muitas barracas de acampamento. Por um instante cheguei a pensar estar em um acampamento de ciganos, mas era o local certo. Tocando Raul e Legião, em qualquer parte do Brasil eu seria bem-vindo, e meu copo nunca faltaria álcool. Foi o que fiz, mas acabei descobrindo que as mulheres do Acre, cidade-país renegada, que ninguém sabe a quem pertence, tem mulheres lindas e profissionais de copo, que bebem Vodka como se fosse água do Velho Chico. A principio fiquei contente, e cheguei a cogitar embriagar as donzelas alcoólatras, mas percebi, a tempo, que, se eu fosse levar esse plano adiante, acabaria no Hospital de Base, tomando glicose na veia. Cheguei a lembrar do Chiquinho e do Rodrigo, meus velhos parceiros de copo, mas acho que eles acabariam tornando mais dois parceiros de quarto de UTI, e logo pensei que não teria tanta glicose para nos salvar.

Como nosso Gerente de Cultura tem uma agenda lotada, e tem que seguir à risca os horários, antes que eu conseguisse entrar em coma alcoólico, tornamos à casa, como bons filhos.

Na sexta-feira, ainda com um pouco de ressaca acumulada, parti em direção à entrada da cidade, e mesmo não sendo convidado, e não tendo nem um número especial para apresentar, fui com a cara (de pau) e com a coragem para o “Chá com Poesia”. Muitos intelectuais, pessoas célebres, autoridades políticas, religiosas - só tinha a nata da sociedade são sebastianense presente, e eu e uns malas (a exceção da regra).

Fiquei com tanta inveja dos poetas da Tribo das Artes que decidi falar alguma coisa “para o público que se fazia presente” (assim diz Fábio Corintiano), e, mesmo que essas palavras não tivessem o mesmo capital poético, das poesias matutas, que foram declamadas pelos poetas da Tribo, enchi o peito como se fosse cantar o hino nacional e soltei o jargão:

“Ronaldo! Brilha muito no Corinthians!”

Foi o bastante para os malas irem à loucura, aplaudindo de pé. Acho que foi pela minha cara-de-pau e falta de criatividade assumida, por falar tamanha besteira, com tal naturalidade. Até pediram bis, mas ficaram na vontade, e no gosto de "quero mais".

A noite estava linda, a decoração do evento era surrealista, o que deve ter motivado ainda mais os poetas e a plateia. O tempo frio foi amenizado com um chá de capim santo feito na hora, com muito amor e carinho dos organizadores. O evento foi show. Nenhuma reclamação ou algo do gênero. À meia-noite o som foi desligado, mas para quem está acostumado a trabalhar com arte, energia elétrica vem de dentro, e, enquanto tem bírita e um violão na roda, a festa não acaba. E se a bíra acabar, fazemos uma intera, e o problema se soluciona rapidinho.

No sábado, fui à festa do cunhado de um amigo meu, de penetra mesmo. Não queria comentar, mas entrei sem ser convidado e sem levar a tal da caixinha de cerveja. Putz! Quem inventou essa tal festa americana? Creio que os americanos banquem os festejos. Que diabos temos que imitar esse padrão? Nesses anos entrando em festas sem ser convidado, aprendi inúmeras coisas, dentre elas as seguintes: que, se você vai para uma festa sem ser convidado, você tem que levar a bendita caixinha de cerveja, ou conhecer bem o organizador; leve R$ 10 pratas, ou leve 3 (três) ou mais amigas gatas e sem frescura, porque geralmente festas organizadas por homens só vão os amigos, e muitas mulheres ficam com medo de ir em lugares onde a maioria são homens. Mas se a balada for organizada por mulheres, convide mais um amigo, e leve consigo uma garrafa de 1,5 litro do famoso vinho "Cantina das Trevas”, e outra de "Cortezano". Não sei por que, mas mulheres amam bebidas doces. Essas são apenas algumas dicas de economizar e não chegar na balada alheia de mãos abanando.

É isso ai, galera! Ainda bem que somos brasileiros e, para tudo nessa vida, o brasileiro dá o maldito dos jeitinhos...


***


# V


Cidade abençoada, essa São Sebastian City... Segunda cidade no DF que mais produz cultura, perdendo apenas para Samambaia (por enquanto).

E onde tem cultura, tem festa!

E sem precisar sair da pacata San Sebastian City, saí em busca de uma festa de rock, e encontrei em frente à praça do Caic o RADICAL ROCK. Fiquei boquiaberto com o nível das bandas que se apresentaram.

O evento começou às 18 horas, e foi até meia-noite. Abrindo a noite, as lindas meninas. Alô, eu disse meninas (!!!) do FOUR DREAMS, que arrebentaram a boca do balão, com um desfalque na banda. Tocaram “4 Sonhos e 1 Pesadelo”. A baixista não pôde tocar, devido a falta de incentivo artístico dos pais, que, por medo de ver sua filha desviando do caminho do Senhor, foi obrigada a tocar somente na igreja... Mas, enfim, um dia ela volta. A banda foi show...

Logo após o FOUR DREAMS, diretamente de algum lugar do cerrado brasiliense, especificamente de uma lixeira, subiram ao palco do RADICAL ROCK os GAROTOS DE LIXEIRA, que mandaram altos punks rocks de lei, e ainda puxaram a orelha da galera morgada, o que fez da roda punk um verdadeiro ciclone extra-tropical. A guitarrista era um sonho, bonita, legal, inteligente e ainda toca guitarra em uma banda punk!!! Ela não existe!!!

O pessoal do ALARME "pisou nu tumate pôdi" e não compareceu, deixando a equipe de apoio do Radical Rock puta da vida.

Logo após o ALARME não tocar, subiu o FEIJOADA ACIDENTE, que mandou muitas pérolas do punk, para euforia da galera rock'n'roll que estava se estapeando na roda.

Detalhe: outra mulher revolucionária na guitarra!! E, por sinal, muito virtuosa, tanto quanto Joana D'Arc. Agarrou a guita e, sem nenhuma vergonha, pisou no overdrive e mandou muito bem!!!

Encerrando o espetáculo, os pratas da casa de Deus, o SUICIDE MACHINE (infelizmente a única banda do dia, que não tinha as criações divinas na formação), mandando o metal extremo, fazendo a galera bater cabeça do início ao fim. Imagino como estava o pescoço da galera do metal no outro dia de manhã.

E as más linguas informam aos navegantes que dia 06/09/2009, no Aquários Bar, ocorrerá um ataque punk, com a invasão do DZK no RADICAL ROCK: INDEPENDÊNCIA OU PUNK ROCK!!!

Inté lá...

ROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOCK !


*Eduardo Cabeção é feio e nunca escreveu na vida. Ele não foi convidado a escrever para o blog, mas entrou aqui de penetra.


d.b.; co-editor pentelho e baixista pesadelo que está com pereba no cu...tuvelo, porque foi espancado na roda punk. Isso é pra ele aprender a não entrar de listras vermelhas e pretas numa roda cheia de caras de preto, pra não confundirem com um alvo.


***


# VI

Brazukas, gente bamba pra karamba!


Hoje, O Penetra vai comentar mais uma das suas experiências no ramo de penetrar eventos.

Local: Country Clube dos Pinheiros.

Show: Oz Bambaz.

Ano: 2007

Clube lotado... Afinal, Brasil, pátria do forró e do axé; São Sebastião, recanto de pagodeiros, forrozeros e axezeiros; logo, a casa iria lotar.

Várias mulheres lindas, cerveja gelada + galera animada! (Mas no bolso, nada!).

O Penetra tem que estar dentro, de qualquer jeito...

Nesse dia, estávamos eu e meu grande amigo, Cláudio Botosso. O que fizemos? Fizemos uma varredura no local, andamos os quatro cantos do clube e analisamos o esquema dos seguranças. Como chegamos em cima do show d'Oz Bambaz, ficou ainda mais fácil entrar sem ser notado.

Notei claramente que a movimentação dos seguranças era contínua, e que alguns locais não eram visitados. Depois da primeira parte executada, era hora de agir, e uma coisa era certa: tínhamos que estar dentro, custe o preço que custar!

Ficamos alguns minutos pelo lado de fora, acompanhado a movimentação, e a ansiedade de estar presente gritava muito alto dentro da gente, e, quando menos esperávamos, o segurança foi atender uma ocorrência de discussão dentro do evento, e foi nesse exato momento que, descaradamente, pulamos a cerca.

Como tinha muita gente, pensei: “os banheiros devem de estar lotados”. E, como se já estivéssemos há horas no domicílio, fingimos estar “regando” uma árvore. Um segurança se aproximou, e perguntou o que fazíamos ali.

“Pô! Esses banheiros estão um lixo cara!” Exclamei, como se tivesse pago os R$ 15 para entrar.

“Ah, tá! Desculpe-me!”, falou o segurança, afastando-se da gente.

Já era!!! Agora é só curtir. Eu gostaria de contar o restante, mas saí tão alcoolizado que não me lembro como cheguei em casa.

E por falar em gente bamba...

A galera do pagode esteve presente no Aquário Bar, e contagiou os convidados da dupla Fábio Corintiano e Vinícius Borba, que comemorou, nessa última sexta-feira, mais um ano de vida. Vinícius Borba ficou puto da vida, porque saiu dos 24 anos, idade essa em que ele gostaria de virar purpurina, e ser imortalizado como o “Grande 24 do Sul”.

A galera do Diga How compareceu, levando a massa presente à loucura, arranhando os velhos “bulachões” da vovó.

E, pra galera mais apaixonada, teve Henrique e Rafael, mandando o melhor do sertanejo universitário.

Foi um evento muito bom.

No domingo, no Radicais Jambo Grill, esteve presente Nilson do Violão, Chico Rosa, na bateria, e Edu Nunes, no baixo, tocando o melhor do pop rock nacional. Chico Rosa saiu muito feliz, pela aceitação do público presente, que pagou duas caixas de Skol, pro som não parar de rolar.

E a magnífica Suzy Moranguinho, empresária, dona do estabelecimento, aprovou, e promete mais... Até lá!!


*Eduardo Cabeção é Roqueiro e não perde um show d'Oz Bambaz. Ele afirma não se lembrar do que aconteceu na festa para não ter que contar que agarrou mulher feia.


d.b., co-editor pentelho


***
 
 
# VII
 
Olá pessoal de muito bom gosto?

Sentiram saudades?

Estive um tempo ausente, peguei férias de penetra.

Depois de tanto tempo vagando, retorno a nossa coluna semanal, e quanta coisa boa aconteceu na nossa cidade, mas, por puro egoísmo da minha parte, gostaria de citar apenas aquela festa que eu mais senti falta: o SARAURADICAL. E que tempo que demorou, demorou, enfim... Retornou!

E muitos loucos não erraram o caminho, com poesias, com fantasias, com músicas, danças e encenações, levando o público a sentir aquela força que nos faz sonhar, sonhar sem limites, voltar a ser criança e brincar sem medo de errar.

O ponto culminante do espetáculo foi o desfile de fantasias, mímicos, João Canabrava (1), Irmão Metralha, Naruto, bruxas, caçadora de vampiros... O Fábio Corintiano foi de Ronaldo, mas, quando ele viu os meninos do LUXÚRIA chegar, desistiu, com medo de causar alvoroço. Ao final os melhores foram os mímicos, que não pararam de falar logo após embolsar 50 mandangos...

Logo após o desfile, uma galera de peso tomou de conta do palco. Os manos do ATAQUE BELIZ chegaram e não deixaram ninguém ficar parado, com um RaP swingado com letras suaves. Levantou até mesmos os mais tímidos.

E a grande estreia da noite nas pick-ups foi o DJ Iron Hands, que mandou ver no ritmo eletrônico tunts! tunts! tunts!, fechando, com um aperto de mão, o retorno do SARAURADICAL...

E, para encerrar a matéria, gostaria de deixar a letra e a tradução de como traduzo a minha sensação de ir ao Sarau.

ps:

Inté mais ver... Beijos pras meninas lindas que vão ao Sarau.





Born To Be Wild


(Steppenwolf, 1969) (2)


Get your motor running

Head out on the highway

Lookin' for adventure

In whatever comes our way



Yeah, darlin', gonna make it happen

Take the world in a love embrace

Fire all of your guns at once and

Explode into space



I like smoke and lightning

Heavy metal thunder

Racin' with the wind

And the feeling that I'm under



Yeah, darlin', gonna make it happen

Take the world in a love embrace

Fire all of your guns at once and

Explode into space



Like a true nature's child

We were born, born to be wild

We can climb so high

We never want to die

Born to be wild

Born to be wild



Nascido para ser Selvagem



Deixe seu motor funcionando

Dirija-se para a auto-estrada

Em busca da aventura

Não importa o que aconteça em nosso caminho



Sim, querida, faça isso acontecer

Pegue o mundo num abraço carinhoso

Dispare todas as suas armas ao mesmo tempo

E exploda espaço afora



Eu gosto de fumaça e relâmpago

O estrondo do trovão correndo com o vento

e o sentimento que ele provoca em mim



Sim, querida, faça isso acontecer

Pegue o mundo num abraço carinhoso

Dispare todas as suas armas ao mesmo tempo

E exploda espaço afora



Como um verdadeiro filho da natureza

Nós nascemos, nascemos para ser selvagem

podemos escalar tão alto

eu nunca quero morrer

nascido para ser selvagem

nascido para ser selvagem


* Eduardo Cabeção entrou no Porão do Rock de penetra, entrou no SarauRadical de penetra, e entrou de férias de penetra. Isso é o que ele conta. Na verdade ele entrou, de penetra, numa fria. Toda essa temporada que ele ficou sem publicar, ele passou preso na Papuda. Calma: ele não foi flagrado tentando entrar de penetra em nenhuma festa. Acontece que ele entrou no presídio de penetra e não conseguiu mais sair... Claro que o período de reclusão será descontado de sua folha de pagamento...


(1) O Penetra aproveitou que o sarau era à fantasia e foi disfarçado de Canabrava, e entrou de penetra no concurso, mas não ganhou, porque os jurados não perceberam que era uma fantasia... O Penetra nem reparou que o sarau era de graça e aberto ao público...
(2) Ao final do sarau, enquanto as formigas trabalhavam, a cigarrona ficava fumando cigarro e enchendo o saco com essa música, tocada no violão do Isaac... Depois de um grito do Célio "Mão de Aço" (DJ Iron Hands) e de ser linchado pelas mulheres da organização, ele ajudou e ficou tudo bem. O lamentável foi que isso aconteceu justo na hora em que ele ia cantar "Light My Fire"... Podiam ter esperado um pouquinho mais...


***


# VIII



E aí, galera, saudades?

Eu também senti!

Hoje ao ligar a televisão, me deparei com uma notícia estupenda...

Um casal com roupa de gala entrou de penetra na casa mais famosa do mundo: The White House! Incrível! É isso mesmo: na Casa Branca! E, para variar, ainda fizeram pose para os paparazzi que se faziam presentes, tiraram fotos com o vice-presidente, e, pelas más linguas, destilaram veneno - o casal comentou que não gostou do buffet.

Sou fã dos caras, afinal já é difícil entrar de penetra em festas de 15 anos, imagina entrar de penetra em um jantar na Casa Branca.

Os caras merecem os aplausos.



Olha a cara dos mestres da penetragem, ao lado do vice-presidente. kkkk

 
***
 
 
# IX
 
Final de semana corrido, muitos eventos, e uma missão: entrar e desfrutar a todo gozo do que esses eventos possam me oferecer.

E hoje vou passar umas dicas, para você que quer ser um penetra, ou que precise algum dia dos conhecimentos de um penetra. E logo mais comentarei sobre o Radical Rock VI.

1º- Nunca peça para o DJ trocar a música. Ele pode ficar enfezado e o poder de continuar a festa esta nas mãos dele.

2º- Seja culto e educado. Quebrar objetos de decoração não é a melhor forma de chamar a atenção.

3º- Se precisar dar um jump, nunca pule pela porta ou janela da frente. A produção inteira pode estar te observando.

4º-Não comente dentro da festa que você entrou de penetra. Você pode ter a infelicidade de comentar com o dono da festa.

5º-Controle os anseios, A respiração acelerada e os batimentos elevados, indícios de coisa errada. Então se acalme e curta a festa.

E nesse último sábado de november rain, no Parque de Exposições de São Sebastião, teve muitas opções de eventos, do Forró Fest a tenda eletrônica chegando aos confins do Radical Rock VI. E como de praxe estive em todos, e com muita elegância entrei na tenda eletrônica e aos "tunts tunts tunts" do DJ Junior, onde vi as mulheres mais lindas de São Sebastião dançando sensualmente.

Vou confessar, estava voltando da tenda, em direção ao Radical Rock, e vi uma morena tão linda e perfumada, que pedi a mão dela para uma dança, e dancei um forró. Afinal eu também sou filho de Deus.
E logo após dançar com a morena, fui curtir o som das guitarras distorcidas, e os vocais tenebrosos que o Radical Rock tinha a oferecer.

As bandas que mais me chamaram atenção foram o "Yacoby" (Céu Azul) e o "Sacrifício" (Local Gospel). Muito bom o som dos caras. Um fato que não poderia deixar de citar foi a hora em que o "Sacrifício" começou a clamar o nome de Deus, e alguns demônios se manifestaram em Tiago Alexander, que saiu quebrando a decoração do Radical Rock, mas os exorcistas de batas cinzas e coturnos estavam presente e acredite até os demônios tem cu, portanto, tem medo.

A parte mais hilária foi a que os "Gonorants", banda que fechou, com chave de ouro, a temporada 2009 do Radical Rock, foi barrada na portaria, com os instrumentos no carro e a cabeça no show. Rafael pediu para entrar, falou que iria tocar, mas o segurança não foi com a cara dele, e quando viu a cara do Eder mandou todo mundo descer. Mas quando a Vanessa desceu do carro ele se acalmou e deixou todo mundo entrar.

No domingo teve a gravação do DVD dos Forró Boys. Mesmo embaixo de chuva lotou o Parque de Exposições, o final da fila estava na borracharia ao lado da Radicais.com. Ponto cômico da noite, Michael Jackson Cover, antes dos forró boys, ao fazer o passo mais famoso do rei do pop, o moonwalk. Ele fez o giro clássico e na hora... Pow! Quase que ele fez pow no chão, um deslize que felizmente ele conseguiu driblar, dando continuidade ao Billy Jean sem errar a coreografia.
E assim encerro a nossa coluna desta semana.

Beijos pra morena que dançou forró comigo.

Beijos pras que não quiseram dançar comigo.

Beijos pras que quiseram mas não tiveram coragem.

Beijos pro meu pai, pra minha mãe e especialmente pra você que está lendo!

d.b

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