Portas de escolas feitas à facão




Outro dia fui à escola de minha filha para resolver questões de boletim e fiquei horrorizada com o atendimento que recebi dos professores dessa escola. Acho que a minha filha já está acostumada. A primeira situação desagradável foi quando chegamos ao portão que estava trancado e não havia ninguém para abri-lo. Chamei por várias vezes e ninguém aparecia. Depois de muito tempo, já estava ficando rouca de tanto implorar para adentrar a aquele portão. Eu já estava quase desistindo, quando chegou uma pessoa que trabalha na secretaria da escola. Ela estava chegando, e abriu com seu controle remoto por fora. Foi a única que nos atendeu bem, naquele dia terrível. Agradeci e entrei com minha filha. Tão logo estávamos dentro do portão e continuamos do lado de fora, pois tinha mais uma grade com cadeado e nada de alguém para abrir. Até que apareceu um senhor magro e alto, sem nenhum sinal de sorriso ou alegria naquele rosto esquelético, parecia um carcereiro ou porteiro de zoológico. Enfim abriu-se a grade.

Chegamos ao local onde imaginei que resolveríamos tudo rápido. Engano meu. Aproximei-me de uma janela bem grande de um balcão frio e alto e lá estava o diretor da escola, o Senhor Incrível (do desenho animado) como se não tivesse ninguém na sua frente, continuou folheando um livro que estava em suas mãos enormes. Tinha uma senhora que já estava na fila e mais três atrás de mim e o Senhor Incrível parecia que estava sozinho naquele local. Minutos depois chegou o Leandro Hassum, o gordinho da dupla de Zorra Total que era com ele mesmo que nós queríamos falar. Não sei qual era a sua função naquele local, mas era ele que ia resolver o nosso problema. Parecia mesmo funcionário da Rede Globo, de fone no ouvido e um MP3 Player no pescoço, e nos perguntou: .

- O que desejam?

“Resolver estas notas que estão erradas”, falei.

Mostrei-lhe o boletim e o mesmo me falou:

- Volte amanhã e pegue as notas que estão faltando com os professores e resolveremos seu boletim.

No outro dia, às nove horas, voltamos para falar com alguns professores. Fomos direto para a sala dos mesmos, na qual encontramos a professora de Educação Física. Meu Deus! Fiquei pasma com a forma que ela respondeu quando minha filha pediu as notas. Ela estava sentada numa grande mesa com mais outros colegas. Com a boca cheia, pois a mesma estava comendo uma espécie de pãozinho, falou: "Esse povo erra as notas e mandam os alunos pedirem novamente para mim". Esse povo a que ela se referiu são seus colegas de trabalho. Quando entramos na sala, ela não nos olhou, não nos cumprimentou e continuou falando de boca cheia. Saí da sala com vontade de lhe perguntar por que ela trabalha numa escola com criança e adolescente? E as boas maneiras, ela nunca aprendeu?

Passamos a procurar os outros professores de nosso interesse, PD1 e Inglês. Fizemos um tour pelo andar térreo da escola e nada. Subimos para o primeiro andar e encontramos a professora de PD1. Atendeu-nos, ou não nos atendeu, igualmente a sua primeira colega, nem olhou para a própria aluna. Pegamos as notas assim mesmo com aquela senhora tão educada.

Partimos em mais uma busca, encontrar a professora de Inglês, que a encontramos no mesmo andar. Pedimos licença, pois assim como as outras estava muito ocupada e isso as impedia de nos atender com educação. Com seu sorriso também ausente e nem um sinal de simpatia, nos atendeu um pouquinho melhor, diferença mínima de 0,1% de atenção.

Ufa! Cansativo agüentar essa parada. Resolvida à questão do boletim, mas e o resto como fica?

Durante o ano letivo, fiquei sabendo de absurdos que acontecem nessa escola. Um certo professor de História xinga muitos palavrões na sala de aula, até xingam os próprios alunos. Será que é de uso didático? É certo um professor chegar a esse nível na sala de aula? Onde é que eles se formaram? Num zoológico, com o Homem Elefante? Não, não, elefante aprende bem quando lhe ensinam alguma coisa. Sabemos que é difícil ser professor, que é muito difícil trabalhar com adolescente e que o salário do professor deve ser melhorado sim, mas esse tipo de professor acaba com a classe, literalmente.

Educação é a base, as paredes, e o teto de uma escola.

Obs.: Nessa mesma escola, encontramos uma única professora simpática, sorridente e muito doidinha (com carinho). A mesma deve sofrer no meio da bicharada. É isso aí, Iracilda, continue sorrindo que talvez os seus colegas queiram aprender a sorrir na escola.

Naná

SuperNovas

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