DIÁRIO DE BORDO 1º Dia - Priscilla Sena representa a Supernova em evento internacional

Diário de Bordo- 1º dia de Priscilla Sena, do Movimento SuperNova no Terceiro Encontro Latino-americano de Midialivrismo - Facción, em Montevidéu, no Uruguai.
 

Só dá para entender a dificuldade de viajar sozinha quando se tem a experiência, por que você se sente obrigada a descobrir como funcionam as coisas, onde são os lugares e tem que simplesmente se virar diante de um imprevisto. É, passei por muitas experiências não muito agradáveis no primeiro dia de ida à Montevidéu. Primeiro, viajar de avião não é fácil. Para alguém que esteja viajando pela primeira vez, é muita informação para ser captada rápido, vem o check-in, depois despachar a bagagem, vem o embarque, e por fim o vôo. E não são procedimentos rápidos, tem que chegar no mínimo uma hora e meia de antecedência para fazer tudo isso, e não é nada legal quando não se sabe. Aí vem tensão, o frio na barriga dentro do avião, o frio do ar condicionado para atacar minha sinusite, e eu sinceramente acho o ambiente muito claustrofóbico. Aí vocês vão dizer que eu tô de frescura, enfim, eu não curto avião, mas foi por uma boa causa e tem suas vantagens. Mas falando um pouco sobre a minha chegada no Rio de janeiro, após duas horas de viagem, chego sã e salva no aeroporto de Santos Dumont, porém descubro que estou no aeroporto errado, sendo que o embarque na verdade sairia do aeroporto de Galeão. Lá vou eu procurar uma maneira de ir para lá, com muito medo de perder o vôo, e a alternativa foi sair perguntando que nem uma louca como chegava, incrivelmente ninguém soube responder. Recorri a equipe do evento, e me orientaram a pegar um ônibus executivo, custando nada mais nada menos que 12,80 a passagem para fazer um trajeto de 15 minutos, nem de táxi dava para ir, por que custava 90 reais ( mas tenho que ressaltar um ponto que achei incrível, vi muitas mulheres dirigindo vários ônibus no Rio, fato que não se vê muito em Brasília, pois a maioria dos motoristas são homens. ). E assim, chegando a Galeão a fome apertou e fui comprar um lanchinho (salgado com suco). Tirei meus cinco reais do bolso ingenuamente, quando a atendente me diz: “ Deu R$ 25,00! Hummmmmmmmmmm???? Descobri que era um croissant e por isso o preço tão absurdo. Bom, chega de falar coisa ruim, todos já perceberam como não foi nada agradável o início dessa jornada. E então fui pegar o próximo vôo destino a Montevídeo, encontro Pablo Capilé e mais dois participantes, um que veio de Campina Grande e outro do Rio. Tiramos selfies, conversamos um pouco e embarcamos. No fim da viagem, joguei com o coração partido uma bandeja de uvas e uma maçã fora por que a aeromoça me informou que era proibido entrar com frutas no Uruguai. E assim, após 2h30 de viagem, enfim chegamos! Quase fui barrada por causa da minha identidade cuja foto é de trezentos anos atrás, mas tive a sorte de ter outro documento que deu certo! No Uruguai é muuuuuuuito frio, muuuuuito vento, é necessário andar o dia todo de cachecol, calça, meia, casacos e sapato fechado, mas é um lugar lindo, as pessoas são simpáticas, receptivas, o hostel é uma graça, lugar super artístico, colorido e diferente. Comemos pizza ( detalhe que aqui não tem com carne nem frango). As pessoas comem apenas sopa no jantar, e dispensam arroz das refeições, mas o tempero é ótimo! Eu cheguei à conclusão de que tenho que aprender espanhol urgente, tô tendo que aprender na marra.. Enfim galera, esse foi só o começo. Vou ser mais positiva na próxima, prometo.
Mais informações aqui:
http://faccionlatina.org/

paulo Dagomeh

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