ZECA OREBA REPRESENTA O DF na reunião preparatória ampliada da 10ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente – Conanda - realizaram reunião preparatória ampliada da 10ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente neste sábado (11) e domingo (12), Dia da Criança, em Brasília, Distrito Federal. Além de Zeca Oreba que representou o Distrito Federal, o evento contou ainda com a participação de outros 37 adolescentes dos vários estados brasileiros. Essa foi a primeira reunião preparatória com a presença dos adolescentes. O grupo é composto por um representante de cada uma das 27 unidades da Federação indicados pelos Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente e outros 11 adolescentes, indicados por instituições e movimentos que trabalham com direitos humanos e diversidade (pessoa com deficiência, Lésbicas, Gays Bissexuais e Transgêneros – LGBT, acolhimento institucional, indígenas, quilombolas, em situação e rua).

Aqui vão as impressões de Zeca sobre o encontro:
Relatório do primeiro dia:
As 08h00 um carro vem me buscar, entro, com certa timidez e já observo a discussão, o motorista “macho, adulto e branco” de direita, com opiniões conservadoras (as de sempre, hee), e uma menina com cara de 14 anos, mas com 19, de esquerda, e a meu ver, muito bem preparada. Discussão e mais discussão, até ele dizer que o governo de FHC foi um dos melhores, pois é. Ele tentava convencer a gente com sua voz doce, como se aquilo fosse um conselho, uma artimanha que ele usou para não ser desmistificado. Ao chegarmos (digo, eu e Jessica, a menina com cara de 14), entramos, uma enorme mesa cheia de adolescentes com sotaques e personalidades diferentes, cada um representando algo ou ideal. Apresentamos-nos, falei sobre a escola, a merda que é (o discurso de sempre), etc. Depois, a pausa para o almoço, a comida muito boa para um proletário, kkkkkkk, Termino de almoçar e uma mulher chamada Esther me chama pra conversar, ela pergunta onde eu estudo, se lá, os alunos tem voz, etc. Fico um bom tempo conversando com ela, enquanto os outros representantes de outros estados conhecem um pouco mais Brasília.
Mais discussão, planos para a X conferência, objetivos, etc. Hora do lanche, conheci um cara, fiquei conversando com ele sobre rock, descubro que ele é um punk das antigas lá de SP, ele me fala pra pesquisar o documentário sobre o movimento punk, que neste documentário, tem ele, hahaa.
Lá pro final, escutamos em roda um mantra africano, descansamos. Já no final, um dos jovens pede para fazer um oração, eu fico parado, junto a Jessica, esperando acabar, a partir deste comportamento, diante deste ato do menino, a mediadora fala para a gente falar nossa religião ou opinião, pois tem que equilibrar, eu para mistificar e desmistificar, cito Nietzsche, heheeeeee.
Enfim, conheci pessoas, falei a realidade sobre a escola, mistifiquei, foi muito bom, e amanhã tem mais!Relatório II da Comissão Organizadora da X Conferência de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes

Relatório do segundo dia:
O mesmo processo até chegar ao objetivo, mas agora, só estava eu e o motorista (capitalista), pois Jéssica não veio hoje. As mesmas roupas, só que agora troquei lorde Vader por Joey e seus companheiros.
Quando cheguei, observei que, pelo fato de todos terem ficado esse tempo juntos (todos os representantes dos outros estados ficaram hospedados no hotel), eles criaram um vínculo (com a vida, kkkkkkkkkkkkkk, aí quando eles atacavam, eles ganhavam de vida o número de ataque deles, kkkk, brincadeira), estavam confraternizando, brincando, diferente do primeiro dia, onde estavam um pouco mais travados.
Quando todos entraram, se deu início as atividades e discussões. Hoje eu fiquei um pouco confuso, muitos lá já tinham participado das outras conferências e já sabiam o que fazer. Depois, foram divididos grupos de pessoas de cada região, tínhamos que escolher um titular e um suplente, escolhemos, debatemos, etc. Descobri um ateu no grupo, seu nome era Djeison, ele era muito gente boa, ficamos andando meio que em grupo, eu, ele, uma menina de descendência coreana.
Dei um depoimento, que uma moça muito legal, e por sinal leonina, pediu para mim.
Ao final, ficamos confraternizando, conseguimos um púlpito e ficamos gravando uma pseudo entrevista aonde Djeison imitava a presidentA Dilma, mas não era tosco.
Depois, ficamos conhecendo o hotel, enquanto esperávamos o almoço. Djeison estava louco para tocar piano antes de ir embora para o Mato Grosso, ele perguntou onde poderia tocar piano aqui, eu indiquei alguns lugares, mas não sei se ele conseguiu, era domingo.
Ao término, fomos almoçar como sempre a comida muito boa, kkkkkk.
Fui para casa, cheguei (como sempre o motorista sempre comentando o pôster da Dilma que está no nosso portão), fui satisfeito para casa. Cheguei, falei das coisas que fiz, e quando procuro meu bloco de notas com minha pasta, cadê? Pois é, deixei no carro, todos os contatos feitos, perdidos. Mas ainda lembro alguns.
Este foi o primeiro encontro do G27, onde eu nunca tomei tanto café como nesses dois dias. Foi bom pá bagaça, e o próximo encontro será daqui quatro meses (ou semanas, não sei), talvez seja em outro estado!
Enfim galera, esta foi minha participação neste encontro, mas ainda vai ter muitos e muitos encontros, esse foi só o primeiro!

Em breve enviaremos as fotos do encontro.

Mais inormações: www.sdh.gov.br

https://www.facebook.com/direitoshumanosbrasil

paulo Dagomeh

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