SuperNova realiza Sarau para o MTST acampado em Brazlândia - DF


A noite de domingo do dia 31 de julho seria apenas mais uma na história dos membros do SuperNova...
Seria...
Não fosse o telefonema desinteressado do companheiro Capela, do B&D, para o Júlio César, na tarde de sábado, dia 30, em busca de noticias sobre o Movimento SuperNova e, de quebra, solicitando uma força para um evento em Brazlândia.
Apesar do convite em cima da hora, Julio dá o Ok, liga para Paulo Dagomé, que senta o dedo no teclado do computador e do celular, faz contato com os membros do grupo, definindo quem vai se deslocar para Brazlândia, quem vai dar o apoio logístico de som, quem vai emprestar os veículos para o transporte da rica trupe, etc.
No domingo enquanto Dagomé e Binho se embaraçavam em meio às extensões, cabos P10, microfone e lustrava as caixas de som para colocar o equipamento em dia, outros membros do grupo se concentravam no Parque do Bosque, energizando-se para enfrentar a viagem até a cidade de Brazlândia. No santuário do anfiteatro do Parque cada um se entregava a sua forma preferida de meditação: Devana revezava a viola com o Isaac, enquanto este lançava olhadelas de cuidados para Andressa, a Annie, ainda abatida pela perda de sua quase xará Winehouse, simulava um ar de menina tímida abraçada aos joelhos; Nilmar falava obsessivamente de cinema quando o Junin e Nayara, aqueles que, junto com a Hellen Cris, emprestariam os carros para a ida a Brazlândia, chegaram com um caldeirão de uma poção mágica à base de salsicha e alguns pães e um líquido suspeito num caixa suspeita que depois ficou provado ser suco de maracujá, de manga ou de laranja talvez, e todos se entregaram ao pecado da gula.
Registra-se ainda a presença do Sakuro que observava ou ignorava a todos, enquanto o Cris e esse dedigitador se aventuravam descendo o perigoso asfalto que corta o bosque num sofisticado carrinho de rolimã, ornamentado com profundo mau gosto, com as cores do Flamengo, atitude essa que foi logo seguida pelo Isaac (ressalto que os fatos narrados no segundo e terceiro atos podem ser confirmados pelas fotos postadas no Orkut).
Depois de mais ou menos umas duas horas dessa pajelança eclética e ecumênica (incluindo o ir-e-vir da Lana, Priscila e Bia entre a área do anfiteatro e o campo do Parque), todos se dirigiram para casa do Dagomé, onde carregamos os dois veículos dos apetrechos necessários e rumamos para a urbe de Brazlândia.
No caminho, pairou sobre nós uma certa tensão. Sabe como é, né? Galo no terreiro dos outros é frango e não sabíamos o que íamos enfrentar, pois podia ser aquela história da luta de improviso entre cego Aderaldo contra Zé Pretinho do Tucum. Mas chegando ao destino encontramos um ginásio lotado de gente como a gente, membros do MTST - Movimento dos Trabalhadores Sem Teto - pais e mães de família unidos na luta pela realização do sonho de um teto para chamar de seu.
Nas laterais extremas da quadra de esporte polivalente, barracas formavam um cerco retangular, formando uma espécie de picadeiro comum e foi na lateral desse picadeiro que nós improvisamos o nosso palco, que ficou com ares de cidadela dos guerreiros da luta pelo direito de um teto. Estabelecido o ponto de resistência no reduto desses guerreiros, fomos muito bem recepcionados  e nossa modesta apresentação foi enriquecida pelo calor humano e pela participação interativa dos acampados e, se nos rostos das pessoas pudemos ver alguma marca de sofrimento, essas se tornaram indeléveis diante da determinação reluzente nos seus olhos de alcançar a meta definida.
Tivemos ainda a alegria de contar com a atenção e participação de crianças excepcionais, no sentido positivo da palavra. Crianças atuantes e educadas que interagiram com a gente, do começo ao fim e, ao ver aqueles pequenos enfrentarem as adversidades com tanta naturalidade e galhardia, eu pensei: Aí estão os “Lulas” filhos do Brasil...







Autoria: Edvair Ribeiro em 01/08/2011


Revisão: Daniel

SuperNovas

2 comentários:

  1. O mais interessante mesmo é o Isaac, lá no final do segundo vídeo, interrompendo a dança animadíssima de um casal para perguntar "onde é que fica o banheiro?"... KKKKKKKKK
    Daniel

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  2. não estava simulando. eu sou timida. simulo que sou ousada.

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