Dissidência: palavra feia, resultado bonito


Banda Samb@tivo - Sambistas de primeira linha animaram o sarau

Por Paulo Dagomé

A palavra dissidência provém etimologicamente do verbo latino dissideo, que significa manter-se afastado, estar separado.
E foi isso que aconteceu conosco, aqueles do Movimento que, após a cisão do grupo cultural que criaram em 2003 e no qual militaram pelas artes, tornando-o um dos mais conhecidos agrupamentos culturais do Distrito Federal, reuniram forças e fundaram o movimento que veio a se chamar SUPERNOVA!
Flyer - Depois do macaco,
a sapiência da coruja
Durante um ano e meio, mesmo realizando uma série de atividades de pequeno porte, nos mantivemos afastados, separados e estes pequenos eventos que fomos fazendo em escolas, praças e afins se tornaram como que preparatórias para o retorno do SARAU que realizávamos com data e local fixos, uma vez por mês, na cidade de São Sebastião, o qual veio a ser referência no DF em termos de organização de grupos de periferia em torno da criação artística de cunho próprio.
Pois bem, depois de manterem-se afastados durante todo esse tempo, o sarau, que sempre realizamos com data, local e horários fixos, desta feita batizado de NOITE SUPERNOVA, voltou com força total, agora na PIZZARIA NEW PAULISTA, na 2ª terça-feira de cada mês e com novo formato.
Júlio César e a Banda Residente
O evento contará com uma banda residente, nos moldes do Programa do Jô ou do Altas Horas, sob a batuta de Júlio César, o impagável e incomum apresentador do Sarau desde sempre. A tal banda residente traz o psicodélico nome de SUPERPOWERNOVATRIO. E ainda teremos uma banda da cidade e uma banda de fora da city, além, é claro, da recitação de poesia com participação da plateia. Enquanto as bandas “principais” se arrumam no palco principal, a banda residente se arranja no palco alternativo. Sim! São dois palcos montados na New Paulista para não perder tempo com passagem de som.
Dona Gracinha, Chiquinho e Flávio - Forró até umas horas
Nesta primeira edição tivemos a participação supra-especial de DONA GRACINHA, sanfoneira retada, que é piauiense, mas mora em Brasília há vários anos. Discípula de Luiz Gonzaga, ela toca sanfona na cabeça, como uma Jimmy Hendrix sertaneja. Desde os sete anos de idade, Dona Gracinha da Sanfona vem animando arrasta-pés e se apresentando em bares e casas de espetáculo do Piauí, Distrito Federal, Goiás e Maranhão. Ela nunca perdeu o embalo, nem mesmo quando perdeu parte da perna direita - consequência de um acidente automobilístico. E olha que Dona Gracinha já nasceu com a visão do olho direito comprometida. Atualmente lidera uma banda que conta com guitarra, zabumba e triângulo. Com essa banda ela se apresentou na Noite SuperNova e o povo caiu no forró.
Também tivemos o SAMB@ATIVO, banda de samba e pagode composto por músicos de São Sebastião e que vem fazendo sucesso por onde passa.
O evento foi um sucesso de público e de crítica, mas esperamos melhorar nos próximos. A casa é bonita e recebe bem. O ingresso custa a bagatela de dois reais. Sempre tem uma deliciosa pizza em promoção. Nesta primeira empreitada tivemos o apoio da Cufa-DF, da Point Music e do Ajax Futebol Clube.
Logo da revista do Movimento
Fizemos o lançamento da nossa revista literária, SUPERNEWZ, que foi impressa com o apoio da Receita Federal e terá periodicidade mensal, sempre com artigos de autoria dos membros do movimento.
Ademais, aguardamos a todos os interessados em arte e cultura amassadas na nossa própria ‘pipa’, assadas nos nossos próprios fornos e distribuídas nas nossas próprias olarias.
Até a próxima!

SuperNovas

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